Inovar não é moda, mas cada vez mais o mercado começa a perceber isso

Em conversas diárias com muitos empreendedores dos mais diversos setores, uma percepção comum a todos eles se destaca: o mundo está mudando de forma cada vez mais rápida e as empresas, todas elas, precisam se mexer. Precisam mudar a forma de trabalhar e de fazer negócios para sobreviver. Precisam inovar.

Não se trata de inovar porque está na moda, não é porque é bacana inovar, não tem a ver com inovar por inovar. Repito: é inovar para sobreviver. É inovar para poder competir. E como as empresas se preparam para inovar? A maneira mais lógica é compartilhando ideias e conhecimento com outras empresas, dentro do conceito do sistema de inovação aberta, onde a empresa se insere em um ecossistema de inovação.

O Co.W. Berrini, por exemplo, além ser um espaço de coworking, é um centro de inovação. Em um mesmo ambiente, temos empresas que estão envolvidas nas mais diversas áreas do ecossistema de inovação: startups, aceleradoras, incubadoras, investidores, laboratórios de inovação, formadores de opinião, empresas ligadas à educação e ensino ligados à inovação. Quando estes players se encontram, quando eles se conectam, a inovação acontece.

No ano passado estive no CERN (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), nos arredores de Genebra, Suíça. É lá que está o acelerador de partículas, simplesmente o maior exemplo de um centro de inovação colaborativo da história da humanidade. E que eles fazem? Ficam girando, girando, girando… acelerando várias partículas para que elas possam se colidir. E o que faz um centro de inovação? Criamos situações para que as empresas e as pessoas se conectem e se colidam. E é do encontro dessas pessoas, do encontro dessas empresas, que surge a inovação.

Essa semana estive em uma grande e tradicional empresa nacional, que está se reinventando o tempo todo. É uma empresa focada em inovação e que enxerga de maneira muito clara que, no mundo de hoje, fazer sozinho não é mais possível. E a melhor forma de inovar é envolvendo seus parceiros, envolvendo outras empresas com conhecimentos complementares ao de sua empresa. Esta grande empresa vem se aproximando de startups, pois sabem que estas possuem uma velocidade de inovação muito maior, mas que não tem tanto conhecimento do mercado como eles têm.

Essas conexões resultam em riqueza para o sistema como um todo e é a porta aberta para as possibilidades de inovação. As empresas começam a entender que, para competir neste novo mundo é preciso ter flexibilidade para inovar. Sem isso, não há futuro possível.

Renato Auriemo

Renato Auriemo

Renato Auriemo é sócio-diretor do Co.W. Coworking